quarta-feira, 9 de março de 2011

Obrigado

Nasces, e quando nasces a tua vida é uma estrada alcatroada e pavimentada, assim, em criança, andas por ela sem medos nem preocupações. Mas o tempo vai passando, e quanto mais andas, ou seja, quanto mais cresces, mais lombas vai tendo a estrada, e de lombas vai passar a buracos. Esses buracos, vão ficando maiores e maiores, cada vez vai ser mais difícil passar por eles, cada vez vai ser mais difícil conseguir chegar ao outro lado da estrada, mas com força, vais conseguindo. Mas os buracos crescem, e por mais que tentes, vais acabar por cair um dia, mas quando caíres, vais ter sempre umas mãos estendidas do lado de cima do buraco onde cais-te a tentar puxar-te, e depois vão-te ajudar a tapar esses buracos .
O tempo continua a passar, e cada vez vão haver, mais buracos, mais quedas, mais ajudas.
No fim da estrada, vais chegar ao teu destino, onde sempre quiseste estar e ficar, e nesse dia, vais olhar para trás, vais olhar para a estrada que passas-te, e aí vais ver todos os buracos tapados, e uma estrada perfeita, lisa. E nesse momento vais-te orgulhar de ti, do que conseguis-te e vais agradecer ás pessoas que sempre te deram a mão e que nunca desistiram de te ajudar. Por isso esta mensagem está dedicada às 3 pessoas que sempre fizeram de tudo para que aquele buraco, fosse tapado. Obrigado Laura, Rafaela e Constança.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Estou contigo, sempre


Perdoa-me. Perdoa-me pelas vezes que fui mau, não tens que agradecer as vezes que te ajudei, não tens que agradecer as vezes que estive contigo, não tens que pedir desculpa pelas vezes que foste má. Afinal, não podes.
Hoje, acordei, quero dizer, levantei-me, porque não preguei olho toda a noite, e fui tomar um banho, não sei o que escorria mais, se era a água do choveiro ou eu. Não tomei o pequeno almoço, não tinha fome, vesti-me, e fui embora, comprei umas flores brancas, e lá fui eu. Quando entrei, senti um aperto no coração que parecia que ia rebentar, mas continuei a andar. Ouvi gritos, e via a tua mãe ajoelhada, a gritar agarrada ao teu caixão. Fui lá ter, ficaram todos a olhar para mim, estava de branco, tal como tu sempre me tinhas pedido, era o que tu querias, que quando morresses pelo menos uma pessoa fosse de branco, e escolheste-me a mim. Todos ficaram chocados, mas rapidamente esqueceram, havia coisas mais chocantes por lá. Começaram a enterrar-te, eu estava parado, a olhar para o vazio, quando dei por mim, já não lá estva ninguém, só a tua mãe, continuava a chorar, ajoeilhada, a olhar para a tua fotografia. Eu pus as tuas flores para um jarro e a única coisa que disse foi obrigado. Fui-me embora, não me escorria uma única lágrima, acho que já as tinha gasto todas, e sei, que se foste, foi por uma razão, porque secalhar fazes falta noutro sítio, pensar assim fez-me sentir melhor. Não vou chorar mais, mas nunca mais vou ser feliz, tu foste com o mar, a minha felicidade foi contigo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Não entendo a maioria das pessoas, hoje estou de manhã a falar com ela, à tarde descubro que essa pessoa já andou a contar o que falei com ela. Descubro que essa pessoa é falsa, que não posso estar bem com ela, não consigo confiar nela, e se eu não consigo confiar nela, parece que não consigo confiar em ninguém, sinto-me sozinho. Sinto que não tenho ninguém e que ninguém quer saber das minha existência, e tudo isto, tudo isto por causa de uma só pessoa, porque de vez em quando, uma só pessoa, um só acto de uma pessoa, pode mudar a tua vida, pode piorá-la, pode estragá-la. Só um acto o fará.
Eu enfrento a pessoa, eu mando mensagem a confrontá-la mas a sua cobardia é sempre maior. É o que acho engraçado nas pessoas, são capazes ir contar as coisas privadas, mas não são capazes de falar comigo, isso é ridículo . O difícil é perceber que cada vez são menos as pessoas em que posso confiar. Eu preciso de confiar em alguém, mas mais que isso preciso de saber que alguém confia em mim e que é realmente minha amiga, eu preciso de ser feliz, eu preciso mesmo de ser feliz.